segunda-feira, 30 de julho de 2012

Solidão

Tudo o que restou foi a solidão.
Não que tenha existido alguma coisa.
Houve apenas imaginações.
Planos.
Promessas.
Programações.
Propostas.
E apenas um
Um único oi.

Um oi que significou adeus.
Um adeus que não existiu.
Um abraço que tinha efeito contrário.
Um abraço que embriagou
E afastou.

Somos escravos do que não vivemos
Fomos personagens de uma história não contada.
Somos fragmentos de um sentimento que não existiu.
Fomos o que não somos.

Sementes que nunca germinaram.
Mãos que nunca foram dadas.
Olhares que nunca se encontraram.
Abraços que nunca foram trocados.
Lábios que jamais se beijaram.

Somos a vontade
Vontade de querer
Querer o que poderia ser.

Queria apenas você!

Não!

Você pode sentir o que estou sentindo agora?
Nâo!
Não pode!
Pois eu nada sinto.
Apenas um vazio que preencheu-me como a chuva que chega e invade.
Como o vento que forte vem e traz a poeira de longe.

Não quis acreditar.
Mas estava ali, em frente a mim.
Tudo estava ali, mas eu não percebia.
Porque os seus encantos e sorrisos me enfeitiçaram de tal forma
Que eu jamais conseguiria notar a diferença.

Você não existe!
Eu te inventei como quis.
Eu te criei pra me fazer feliz.
Mas, até os sonhos nos traem.
Nos fazem acordar.
Nos fazem perceber que somos reais.

Eu sou real!
Você é real?
Não.
Você não existe!!

Domingo

Dias de sol Sol que brilha Brilho de vida Vida de alegria Domingo de chuva Chuva que molha Molha a terra seca E seca o coração que chora Cho...