Ela acordou cheia de luz, com os olhos radiantes, o coração acelerado.Era o Dia dos Namorados.
O amor estava em cada segundo de respiração. Pulsava com as batidas do coração.
A espera do amor que logo chegaria.
O sorriso, o olhar, o cheiro, o toque, o pensamento.
Ah, o pensamento...
Estava inebriado... embriagado de tanta felicidade, pois tinha certeza que era amada.
Doce engano!
A vida não queria facilitar para que ela tivesse momentos de alegrias.
Ele chegou... e sorriu... e a olhou. Coitada!
Ainda mais se apaixonou.
Nesse momento o coração disparou. Mas para ele, nada mudou.
E mais uma vez ela chorou.
Cada lágrima, uma dor. Da rejeição? Não, de falta de amor.
Sobra amor por ele e falta amor por ela.
A doce menina não pode ser feliz. Ela ama o impossível.
Ela o ama e não sabe o porquê.
Ele a olha, ela sorri
Ele sorri, ela se encanta
Ele finge e ela o
ama.
Se contenta com migalhas, com olhares, com sorrisos, com falsos elogios.
Elogios cheios de segundas intenções. Ela quer terceiras, quartas, quintas emoções.
Há apenas o vazio. O silêncio ensurdecedor.
E mais uma vez, ela chorou
E mais uma vez, ela o amou
E mais uma vez, ela o desejou
E mais uma vez, ele a desprezou
O que é o amor?
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